Automação de TI é o foco em 2019, diz estudo da Red Hat

13 de fevereiro de 2019
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O principal foco das companhias este ano é a automação das operações de TI, segundo o estudo Red Hat Global Customer Tech Outlook 2019. Quase metade (44%) das 400 empresas respondentes afirmou que a mudança vai ajudar a aumentar a produtividade e reduzir custos, necessidades vitais para o segmento.

Líder no ano passado, as iniciativas cloud caíram para a segunda posição no ranking de prioridades das empresas. Cerca de 20% dos participantes na pesquisa ainda estão estabelecendo uma estratégia de nuvem. A maioria das organizações busca uma solução de cloud híbrida, com as nuvens públicas e privadas desempenhando papéis em conjunto e separadas, dependendo da carga de trabalho. Somente 11% dos profissionais ouvidos não planejam usar uma plataforma cloud nos próximos dois anos.

Mesmo que as companhias consultadas estejam buscando a cloud, a virtualização tradicional é a infraestrutura mais comum, não apenas para cargas de trabalho existentes, mas para o desenvolvimento de novas aplicações. No entanto, 51% dos líderes ouvidos disseram que querem fornecer virtualização para seus usuários como um autosserviço de cloud.

Na terceira posição do ranking de investimentos está a segurança. Com os casos de vazamentos de dados relatados no ano passado em vários países e a aprovação da GDPR (lei de proteção de dados) na UE, a pesquisa apontou uma crescente preocupação dos líderes de tecnologia com o tema. As companhias consideram a responsividade geral do fornecedor (64%) às vulnerabilidades de segurança como “extremamente importante”, seguidos por 30%, que classificam a responsividade como “muito importante”.

Ainda de acordo com o Red Hat Global Customer Tech Outlook 2019, otimização ou modernização da integração da TI legada ou existente e a integração empresarial, ocupam o quarto e o quinto lugares, respectivamente, das prioridades de orçamento das organizações participantes. O levantamento também revelou que, pela otimização de TI, as organizações continuam a mudar os investimentos de tecnologias legadas para a inovação, no entanto, para a maioria das empresas, 50 a 60% dos recursos da TI ainda irão para tecnologias existentes.

Transformação digital em andamento


As empresas estão levando a sério a transformação digital (DX), e isso se reflete nos resultados da pesquisa. Na pesquisa anterior, 19% das empresas que responderam estavam buscando novos modelos de negócios ou introduzindo novos produtos e serviços digitais nos próximos 12 meses. A pesquisa deste ano mostra quase o dobro disso (35%), com a indústria de serviços financeiros (FSI) liderando o grupo.

Não há mais uma questão sobre se a ruptura digital irá acontecer, mas mais uma questão de quando e quanto. As organizações percebem que precisam mudar a equação para ter tecnologia – especificamente aplicativos e experiências de usuário digital – que possam impulsionar sua diferenciação competitiva. Portanto, não é surpresa que a porcentagem de empresas que não planejam nenhuma iniciativa de transformação caia pela metade, de 32% para 14%. A estratégia “coloque a cabeça na areia” não estava funcionando.

A jornada para a liderança digital não vai ser apenas uma responsabilidade dos diretores de tecnologia, mas uma prioridade dos CEOs e dos conselhos.

Dentro desse contexto, os containers ganham destaque, passando a ser muito mais difundidos em todas as organizações, guiados tanto por demanda de desenvolvedores como pela necessidade de inovar mais rapidamente. A adoção de tecnologia de containers não é tão rápida quanto a empolgação do mercado indicava, mas as companhias estão começando a pisar no acelerador.

O apelo e o valor de containers ajudaram a aumentar o uso deles, com 57% dos clientes consultados afirmando utilizá-los hoje — a maioria containers Linux. Outros 75% esperam usá-los dentro de dois anos. De acordo com a pesquisa da Red Hat, 37% das organizações estão operando 10% (ou menos) de suas cargas de trabalho nessa tecnologia e 13% dizem que estão usando containers para metade de suas cargas de trabalho. Esse panorama deve mudar até 2021, com 28% das empresas alegando que vão operar 50% ou mais em containers e 47% delas afirmando que operarão até 49% de suas cargas de trabalho nesse modelo.

Conclusões


2019 verá alguns pontos-chave de inflexão em algumas áreas de tecnologia:

1 – A busca pela liderança digital não será apenas um mandato do CIO, mas uma prioridade do CEO e do conselho, e a necessidade de uma estratégia e investimento claros para alcançar isso serão primordiais.

2 – Os containers se tornarão mais comuns em todas as organizações, impulsionados pelas demandas dos desenvolvedores e pela necessidade de inovar mais rapidamente.

3 – Estratégias diferentes, na premissa e na nuvem pública, se unirão, com organizações buscando uma arquitetura de nuvem híbrida verdadeiramente integrada.

4 – A segurança se tornará uma “sobrevivência do mais forte” ainda maior para empresas e provedores de soluções de TI que trabalham com eles.

Sobre os respondentes


Por setor, os quatro principais respondentes da pesquisa trabalharam em serviços financeiros (19,4%), tecnologia (15,3%), educação (13,3%) ou governo (11,2%). Os 40,8% restantes são respondentes de todas as outras verticais, sem nenhuma predominância evidente.

Quase metade (45,5%) era da América do Norte, com 26,7% da APAC e 25,7% da EMEA. Os administradores do sistema representaram 32% dos pesquisados ​​e 26% são arquitetos de TI. Gerentes (16%) e diretores (9%) preencheram os quatro primeiros.

As organizações foram bastante bem distribuídas pela receita, com 22% provenientes de empresas com receita anual inferior a US $ 10 milhões, 24% de empresas com receita de US $ 100 milhões, 23% na faixa de US $ 100 milhões a US $ 1 bilhão e 17% com receita superior a US $ 5 bilhões.

Via: CIO